sexta-feira, 26 de agosto de 2016
Projeto Pioneiras retorna a APUI e pode firmar parcerias na região.
Dois membros da equipe do Projeto Pioneiras acompanharam técnicos do IDESAM – Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia – numa visita técnica a Apuí, sul do estado do Amazonas. Visitamos várias propriedades rurais do município, o que permitiu conhecer iniciativas de recuperação de pastagens, sistemas silvipastoris, e o café agroflorestal. Também pudemos ver a realidade e alguns problemas ambientais ocorrentes na região, principalmente os ligados a regularização ambiental , desmatamento e recomposição florestal. Após 5 anos, da primeira visita, que possibilitou o mapeamento de mais de 250 áreas de capoeiras dentro do Projeto de Assentamento Juma e a realização dos inventários florísticos, coletas de solos e a obtenção de estimativas de biomassa, a equipe volta buscando reforçar uma parceria institucional e com ideias voltadas à recomposição florestal da região.
O Projeto ainda em discussão, pretende ajudar a instalar e acompanhar futuras áreas que serão restauradas no município, com o apoio do WWF e execução do IDESAM. O Projeto Pioneiras espera aplicar seu conhecimento em capoeiras da Amazônia para ajudar os produtores a se regularizarem, recuperando APPs e reservas legais, com um sistema de baixo custo, mas que resulte em florestas com bom valor de conservação da biodiversidade e dos serviços ambientais.
sábado, 21 de maio de 2016
Publicacao no Science Advances tem participacao do Projeto Pioneiras
Noticia no site do INPA informa sobre nossa participacão. Dentre os 60 autores do trabalho estão Rita Mesquita, Paulo Massoca, Catarina Jakovac, Tony Vizcarra e Bruce Williamson, todos da equipe Pioneiras.
Os estudos, que foram desenvolvidos pela Rede Internacional Secondary Forests e o projeto Partners Reforestation, mostram que 17% da área de floresta na América Latina são florestas secundárias jovens com até 20 anos e 11% são florestas com idade intermediária entre 20 a 60 anos. O estudo mostra, por meio de um modelo de projeção, que se as florestas secundárias jovens existentes em 2008 fossem deixadas regenerar por 40 anos, sua capacidade de armazenamento de carbono dobraria no período, enquanto nas florestas intermediárias o estoque de carbono aumentaria em 120%. O que impressiona nestes números é que isso é regeneracao natural de florestas, com baixo custo, sem plantios ou outras intervenções mais caras, apenas baseado na proteção destas florestas secundárias para que elas possam continuar crescendo.
Saiba mais aqui:
Leia o trabalho na integra aqui:
Credito da foto: A. C. Jakovac
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
A importância de fatores bióticos no estabelecimento de propápgulos em capoeiras de Vismia.
O aluno
de mestrado do Programa de Ciências de Florestas Tropicais (CFT) do INPA,
Marcelo de Figueiredo Pissurno Motta Pinto, orientado pela Dra Rita Mesquita,
montou seu experimento de mestrado nas capoeiras dominadas pelo genero Vismia
nas áreas do Projeto Dinâmica
Biológica de Fragmentos Florestais (PDBFF).
O trabalho tem como objetivo descrever e entender
como e quais fatores bióticos influenciam e/ou impedem a germinação
e estabelecimento de 3 espécies florestais (Hymenaea courbaril, Ormosia excelsa e Parkia
multijuga) em áreas de capoeiras na Amazônia
central. Para isso foi feito uma semeadura direta na capoeira sob 3 diferentes
situações, com proteção de tela de galinheiro, enterradas e sobre a
serrapilheira, com o intuito de excluir predação de sementes por médios e
grandes animais vertebrados terrestres, proteção contra luz e manutenção da
umidade.
Um outro experimento com mudas das mesmas espécies,
com e sem proteção de tela de galinheiro, também foi montado para avaliar
predação e herbivoria em estágio de plântulas.
Ao todo o trabalho do aluno pretende responder
porque espécies de floresta primária ainda não estão presente em uma capoeira
de 25 anos, se é um problema de dispersão, colonização ou estabelecimento de
propágulos em uma floresta secundária na Amazônia central
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
Como a Amazônia Central esta respondendo ás variações climáticas?
No mês de fevereiro iniciou-se a instalação de dendrômetros
em indivíduos arbóreos do Projeto Pioneiras, localizados no PDBFF. O objetivo
da instalação, é aumentar a precisão na coleta de dados relativos ao
crescimento das espécies. Os indivíduos que receberam o equipamento terão seus
dados coletados em um curto período, com a utilização de
paquímetros digitais.
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| A) Dendrômetros instalados pelo Projeto Pioneiras B) Paquímetro digital em uso. |
O monitoramento do crescimento diamétrico desses indivíduos,
ocorre simultaneamente em florestas com diferentes históricos de perturbação:
floresta contínua, floresta fragmentada e floresta em regeneração. O PDBFF
oferece uma oportunidade única de se avaliar as relações entre a estrutura do
dossel e a dinâmica de carbono, além de possibilitar a comparação desses dados
entre diferentes áreas.
| Monitoramento das parcelas já instaladas pela equipe. |
Os dados coletados serão de fundamental importância numa
melhor compreensão sobre a resposta de florestas da Amazônia Central à
fragmentação florestal, mudança no uso da terra e variações climáticas.
terça-feira, 21 de julho de 2015
As capoeiras e a fauna
Materia interessante falando do valor das capoeiras para a fauna. E aqui em Manaus isso é especialmente importante para restaurarmos um pouco da conectividade perdida nos fragmentos florestais urbanos.
http://noticias.band.uol.com.br/cidades/amazonas/noticia/?id=100000762276
http://noticias.band.uol.com.br/cidades/amazonas/noticia/?id=100000762276
segunda-feira, 6 de julho de 2015
Projeto Pioneiras finaliza estudos de capoeiras no médio Juruá.
Entre
os dias 02 e 23 de Junho de 2015, a equipe do Projeto Pioneiras esteve em campo
novamente, dessa vez na região do médio rio Juruá, no munícipio de Carauari. Após
uma primeira expedição à região em março de 2014 e a coleta de dados na Reserva
de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Uacari, nossos trabalhos se concentraram
dessa vez na comunidade do Roque, localizada na Reserva Extrativista (Resex) do
Médio Juruá. Ao todo foram inventariadas oito novas capoeiras com diferentes
históricos de uso e tempo de regeneração da vegetação. Amostras também foram
coletadas para análises química e física do solo.
Àreas em regeneração na comunidade do Roque; RESEX médio Juruá.
Desse
modo, a equipe finalizou os trabalhos de campo relacionados ao estudo de cronossequências
de capoeiras na região. Ao todo foram inventariadas e coletadas amostras de
solo em 14 capoeiras no médio rio Juruá. Esses dados irão se juntar aos de
outras 28 capoeiras amostradas em anos anteriores nos municípios de Parintins e
Apuí.
O
trabalho na região contou com o apoio logístico da Associação dos Produtores
Rurais de Carauari (ASPROC) e apoio e autorizações do ICMBio e CEUC,
responsáveis pela gestão da Resex e RDS, respectivamente.
Em Carauari finalizamos mais um importante passo do Projeto Pioneiras, que é o de expandir os trabalhos que o grupo desenvolve em Manaus desde a década de 1990. Juntamente com as cidades de Apuí e Parintins, o trabalho em Carauari, aumentou a base de dados do projeto com o estudo de regiões geograficamente distintas e com características socioeconômicas, culturais e com histórico de ocupação humana diferentes. A ideia é que esses dados permitam ao Projeto Pioneiras compreender de maneira mais abrangente os processos relacionados à dinâmica do uso da terra e as consequências para a sucessão ecológica das florestas secundárias em regeneração em áreas abandonadas da Amazônia. Relatórios e informações adicionais sobre o trabalho do grupo estarão disponíveis em breve também nesse blog.
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| Porto do município de Carauari; Ponto de partida para a subida do Rio Juruá |
Em Carauari finalizamos mais um importante passo do Projeto Pioneiras, que é o de expandir os trabalhos que o grupo desenvolve em Manaus desde a década de 1990. Juntamente com as cidades de Apuí e Parintins, o trabalho em Carauari, aumentou a base de dados do projeto com o estudo de regiões geograficamente distintas e com características socioeconômicas, culturais e com histórico de ocupação humana diferentes. A ideia é que esses dados permitam ao Projeto Pioneiras compreender de maneira mais abrangente os processos relacionados à dinâmica do uso da terra e as consequências para a sucessão ecológica das florestas secundárias em regeneração em áreas abandonadas da Amazônia. Relatórios e informações adicionais sobre o trabalho do grupo estarão disponíveis em breve também nesse blog.
| Equipe do Projeto Pioneiras responsável pelo o levantamento dos dados da expedição. |
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